Utilizamos o termo “Ponto Cego” para fazer uma analogia aos problemas encontrados no trânsito da área central de Camaçari, especialmente a partir de 2025.
A circulação de veículos já era caótica, com muita poluição sonora, falta de sinalização, semáforos defeituosos, vendedores ambulantes ocupando pistas e calçadas, falta de estacionamento, transportes alternativos sem regulamentação e sem ordenamento, filas duplas e ausência de fiscalização por parte dos órgão responsáveis, entre outros abusos e absurdos.
Com a chegada da nova gestão do Prefeito Caetano, algumas medidas influenciaram diretamente esse sistema, melhorando e mudando essa “flora” chamada Centro da cidade.
Com a nova gestão chegou o Transporte Coletivo e com ele vieram os ônibus exigindo a “reintegração de posse” das linhas de circulação e dos dos pontos de embarque e desembarque. E com esses grandes veículos nas ruas, o espaço que já era pequeno ficou mais apertado.
Com a conclusão da requalificação do Centro Histórico de Camaçari, emergiu no gosto popular o calçadão da Getúlio Vargas e da Rua Adelina de Sá, fato que tirou essas duas vias do conjunto de circulação de veículos, reduzindo ainda mais as vagas de estacionamentos.
Com essa mudança, a movimentação dos carros, que era circular e que abraçava as lojas no entorno da Praça Monte Negro e da Praça Abrantes, ficou um pouco excludente. Os veículos que chegam pela Radial (A, B e C) e entram na Rua Duque de Caxias, são obrigados a sair da região central, pegando a esquerda na Rua da Bandeira, e de costas para as lojas se dirigirem rumo a Praça dos 46, se afastando cada vez mais do comércio central.
Isso tem gerado reclamações dos lojistas.
Mas o que fazer?
Algumas sugestões foram coletadas.
Primeira sugestão: Acabar com o calçadão e voltar a circulação de carros na Getúlio Vargas e Adelina de Sá. (Sugestão reprovada pela população e provavelmente descartada pela Prefeitura).
Segunda sugestão: criar uma “mão inglesa” em frente a Catedral São Thomas de Cantuária, permitindo que os carros que sobem pela Rua da Bandeira possam, também, virar a direita e acessar a Rua Costa Pinto, fazendo com que fluxo dos carros possa novamente circular em volta das lojas e talvez assim, segurar mais os condutores na região do comércio central. (Sugestão em m estudo).
Texto Julio Ribeiro, comentários enviar para e-mail
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