Quem foi ao MetLife Stadium à espera do tradicional “futebol arte” brasileiro encontrou uma equipe perdida nos seus próprios pés. A estreia do Brasil na Copa de 2026 foi travada pelo talento marroquino, e pelos sucessivos passes errados.

Desde o apito inicial, o meio-campo desenhado por Carlo Ancelotti não conseguiu um bom ritmo de jogo. Em vez de passes verticais e transições limpas, o Brasil abusou dos erros técnicos em zonas proibidas. Cada tentativa de saída de bola curta desenhava uma tragédia anunciada.

Foi precisamente num desses colapsos técnicos que Marrocos inaugurou o marcador. Aos 20 minutos, após mais uma bola entregue de graça na intermediária defensiva, Brahim Díaz serviu Ismael Saibari, que com extrema frieza cobriu Alisson com um chapéu refinado. O golaço foi o castigo justo para uma seleção que confundia posse de bola com lentidão e incapacidade de acerto.

A redenção parcial veio aos 31 minutos, não pela correção dos problemas coletivos, mas pelo puro talento individual. Numa das raras jogadas em que a bola chegou redonda ao ataque, Bruno Guimarães conseguiu a assistência para ⁠Vinicius Júnior. O camisa 7 invadiu a área pela esquerda e disparou um chute cruzado fortíssimo no ângulo superior do goleiro Bounou. O gol evitou o desastre, mas que não apagou a exibição cinzenta.

Vinicius também perdeu muitas bolas e errou diversos passes.

E entrevista depois da partida o técnico Carlo Ancelotti da Seleção Brasileira, disse que a equipe do Marrocos é muito forte e que isso dificultou ainda mais o jogo do Brasil.

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