Camaçari desponta como o futuro hub de refino de terras raras da Bahia através do Projeto Monte Alto, liderado pela Borborema Recursos Estratégicos (BRE). O empreendimento prevê um investimento de R$ 3,6 bilhões e visa colocar o município na vanguarda global da tecnologia e da transição energética.

Principais Pontos do Projeto

  • Divisão Estratégica: A extração mineral ocorrerá na região de Jiquiriçá e Ubaíra, enquanto o processamento químico e a separação dos óxidos de alto valor serão centralizados no Polo Industrial de Camaçari.
  • Verticalização da Produção: A planta de Camaçari evitará a exportação do minério bruto, garantindo que o refino tecnológico e a maior margem de lucro permaneçam no estado da Bahia.
  • Aplicações de Alta Tecnologia: Os minerais extraídos (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio) são componentes essenciais para a fabricação de chips, eletrônicos, turbinas eólicas e motores de carros elétricos.
  • Status Atual: O projeto encontra-se avançado nas fases de estudos de viabilidade técnica, testes metalúrgicos em parceria com o Senai Cimatec e tramitação de licenciamento ambiental junto ao Ibama.
  • Impacto Econômico: Atração de novos investimentos bilionários, fortalecimento do Polo Industrial, geração de empregos qualificados e fomento à inovação científica regional.

Esta semana vários jornais internacionais, nacionais e locais voltaram a dar destaque a esta notícia. Nesta segunda-feira (25) o site australiano publicou a seguinte manchete: Why Brazilian Rare Earths (ASX:BRE) Is Up 8.7% After Spinning Out Alurion Bauxite-Gallium Assets

Na matéria, Camaçari é mencionada como o local onde está a fábrica-piloto integrada de terras raras (Camaçari pilot plant) da empresa Brazilian Rare Earths.

O papel estratégico de Camaçari na narrativa de investimento da empresa baseia-se em dois pontos principais:

  • Centro de Processamento e Refino: A cidade abriga a infraestrutura necessária para transformar as descobertas minerais de alto teor em uma cadeia de suprimentos viável e integrada. Em vez de apenas extrair, o processamento e a separação dos minerais acontecem na planta de Camaçari.

No perfil Minha Camaçari a abordagem é a seguinte:

Camaçari voltou ao centro das discussões sobre um dos maiores projetos minerais em desenvolvimento na Bahia. A Borborema Recursos Estratégicos (BRE), ligada à australiana Brazilian Rare Earths, mantém planos para instalar no Polo Industrial do município uma unidade de refino e separação de terras raras.

Chamado de Projeto Monte Alto, o empreendimento prevê a extração mineral entre Jiquiriçá e Ubaíra, no interior do estado. Já Camaçari ficaria responsável por uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o processamento químico e a separação dos óxidos minerais.

O investimento total pode chegar a R$ 3,6 bilhões. Atualmente, o projeto está em fase de estudos ambientais e licenciamento junto ao Ibama.

As terras raras são minerais estratégicos usados em carros elétricos, turbinas eólicas, chips, eletrônicos e equipamentos industriais de alta tecnologia. Entre os minerais previstos no projeto estão neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.

A proposta busca verticalizar a produção na Bahia, evitando que o minério seja apenas extraído e exportado em estado bruto. Com isso, Camaçari pode ganhar protagonismo em uma etapa de maior valor agregado, fortalecendo o Polo Industrial e ampliando o potencial de geração de empregos, inovação e tecnologia no estado.

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