Bem que a oposição, que é maioria na Câmara Municipal de Camaçari, liderada pelo vereador Dudu do Povo, “assessorado” acidamente na questão da educação pelo vereador Jakssom Josué, poderia ter facilitado a vida dos professores e aprovado o Projeto de Lei do Poder Executivo, que trata do reajuste salarial com data base em 2026. Eles sabiam que existia um estreito calendário de votação, para que o dinheiro entrasse na conta dos educadores na próxima terça-feira (31). Para facilitar o Executivo já havia emitido os contracheques, já com o valor do aumento, precisando apenas da aprovação dos vereadores.

No entanto os vereadores fizeram uma “operação padrão”, vasculharam o projeto até achar um item que em tese, desse para eles, a razão para pedir mais tempo para supostamente analisar o tema, que com certeza eles nem vão ler. Trata-se da mais pura birra. Atrasar para atrapalhar, atrapalhar para prejudicar, prejudicar para gerar revolta, revolta para jogar a culpa sobre o governo e sobre o sindicato.

Só que o tiro saiu pela culatra, a categoria que já viveu oito anos sem reajuste na gestão passada, vai sobreviver mais um mês.

Essa celeuma da não votação, acabou dando munição no campo político aos adversários, para colocar a culpa em Elinaldo, que é o líder maior do grupo de vereadores da oposição. Pra que esse desgaste?

É preciso investigar para saber de onde partiu essa estratégia equivocada. Qual foi o vereador da oposição, que tomou a frente nessa ação contra os professores e não calculou esse arranhão na imagem do pré-candidato a deputado estadual, que representa eles todos?

Veja o texto que circula entre os professores:

“Sob orientação de Elinaldo, oposição trava reajuste e professores de Camaçari ficam sem aumento retroativo na folha de março”

“Os professores da rede municipal de Camaçari deixarão de receber, ainda na folha deste mês, o reajuste salarial com pagamento retroativo previsto em projeto enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal. A proposta não avançou por conta de uma articulação política da oposição, que se recusou a votar a matéria dentro do prazo necessário.

De autoria do Executivo, o projeto precisava ser aprovado até a sessão desta quinta-feira para que os valores fossem incluídos na folha de pagamento de março. No entanto, vereadores do bloco de oposição, sob orientação do ex-prefeito Antônio Elinaldo, impediram o andamento da proposta.

A obstrução começou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória antes da votação em plenário. Presidida pelo vereador Dr. Samuka, a comissão sequer analisou o projeto, o que inviabilizou o avanço da matéria dentro do prazo necessário para inclusão na folha deste mês.

Sem a tramitação mínima exigida, o projeto não chegou a ser apreciado pelos vereadores em plenário. Com isso, o pagamento do reajuste com efeito retroativo, aguardado pela categoria, foi automaticamente adiado.

A decisão de não avançar com a proposta ocorre em meio ao embate político entre oposição e governo municipal, impactando diretamente os profissionais da educação, que terão que aguardar um novo calendário para receber os valores.”

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