O Palco Raízes e Ritmos, montado na Praça Tia Deja (antiga dos Coqueiros), está sendo mais uma opção para quem curte o Festival de Arembepe 2026. Nesta sexta-feira (13), primeira noite de festa, o local atraiu o público, que acompanhou apresentações marcadas pela diversidade musical e pela valorização das raízes culturais de Camaçari.
O fomento aos artistas locais foi destacado pela Secretária de Cultura de Camaçari, Elci Freitas, ao enfatizar a premissa do espaço como encontro de diferentes expressões. “Esse palco foi pensado justamente para a valorização da nossa arte, nossa musicalidade e as tradições que fazem de Camaçari um território tão rico culturalmente”, disse.
“Aqui se encontram diferentes estilos, diferentes vozes e diferentes histórias, mostrando a força da cultura do nosso povo. Quando a gestão pública cria espaços como este, está garantindo algo muito importante: o acesso à cultura. Cultura é direito, é identidade, é pertencimento. E ver tantos artistas locais e o público reunido, mostra que estamos no caminho certo, fortalecendo quem produz arte e aproximando a população daquilo que é nosso”, completou a secretária.
Evocando a ancestralidade da comunidade de Barra do Pojuca, o Grupo Cultural Espermacete abriu a programação com o tradicional samba de roda, conectando o público com a força das tradições populares e da cultura afro-brasileira presentes no município.
Logo depois, subiu ao palco o artista Jorginaldo Assis, animando o público com o melhor da música popular e mantendo o clima festivo que tomou conta da praça.
Outro destaque da noite foi o grupo Kalunduh, que movimenta a cena cultural de Camaçari ao fundir musicalidade afro com discurso e presença, expressando a música como resistência e território de afirmação cultural. Guiada pelo conceito de Música Preta Brasileira, a banda apresentou um show composto por músicas autorais e covers, majoritariamente nacionais.
A vocalista do grupo, Lara Nunes, falou do sentimento de se apresentar no Festival de Arembepe, pela primeira vez. “Uma felicidade imensa pra gente, estar aqui. Somos uma banda que ‘tá’ na luta desde 2019, então, é uma honra participar desse evento, para o qual já vim muitas vezes pra curtir e agora ‘tô’ tendo essa primeira experiência como profissional, pra mim, foi maravilhoso. O público incrível, animado, só alegria”, destacou.

Entre as espectadoras vibrantes estava a autônoma Pâmela Vitória Dias Barros, 24 anos, que contou de maneira positiva a experiência de aproveitar o Palco Raízes e Ritmos e conhecer a Kalunduh. “Este é um espaço importante, que movimenta a cultura da nossa cidade e valoriza artistas da terra. E é especialmente muito bom ver mulheres potentes de Camaçari no palco do Festival de Arembepe”, ressaltou a moradora local.
Em seguida, o grupo Kartel Pacifista subiu ao palco com uma apresentação de rap, batidas marcantes, letras que dialogam com temas sociais e forte presença da cultura urbana.
Entre os vocalistas da banda, Kiko Pacifista celebrou fazer parte do festejo e levar para a plateia mensagens de paz e consciência. “O Festival de Arembepe é uma festa magnífica. Estamos na ‘correria’ do hip-hop desde 2008 e de lá pra cá foi muito chão, muito caminho trilhado e muita mensagem de paz e amor pra poder transmitir. É música com conteúdo. Então, essa é a nossa missão, a positividade”, afirmou.
Na sequência, fazendo todo mundo dançar “juntinho”, o cantor Edy Xote levou o forró tradicional à praça, embalando o público com clássicos do ritmo nordestino e garantindo um clima de confraternização entre moradores e visitantes.
Encerrando a programação da noite, representando a própria comunidade de Arembepe, o artista Rege FX levou muita animação. No repertório, ritmos variados, músicas autorais e releituras, incluindo homenagens à localidade da orla que inspira parte de sua produção musical.
Relatos positivos sobre o Palco Raízes e Ritmos foram compartilhados por muitas pessoas do público, como Alcinéia Soares, 43 anos. “Sempre venho aproveitar o evento e estou curtindo essa edição. Esse espaço é legal por diversificar a programação, atendendo diversos gostos e, principalmente, trazendo artistas locais”, disse a professora de educação física, que é natural de Salvador, mas mora em Arembepe há três anos.
Quem também se encantou e resolveu vir morar em Arembepe há dois anos, foi o argentino Fábio Águia, 50 anos. Ele contou ter curtido as apresentações por lá. “Vim no ano passado para o festival e estou participando mais uma vez. É uma festa muito boa e estou gostando dos shows por aqui”, expressou.
O Festival de Arembepe 2026 é realizado pela Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria de Governo (Segov), através da Coordenação de Eventos, com o apoio das demais pastas e instituições municipais, encerrando o ciclo de festejos e lavagens populares da orla do município.
A programação do Palco Raízes e Ritmos segue neste sábado (14) e domingo (15), a partir das 15h30. Já na segunda-feira (16), a partir das 19h30, ocorre por lá o tradicional Baile dos Coroas, com o melhor da seresta. Veja a programação a seguir:
SÁBADO (14):
Pé de Lata
Samba Chula Filhos de Oyò
Samba do Litoral (SDL)
Ácido Baiano
Sil Figueiredo
Caloi 10
Bruno Xonado
DOMINGO (15):
Art Balanço
Banda Pagodão
Valzzito
Igor Jean
Carol e Gabi
Bruno Gold
Liu Menezes
Banda Petty
Savilar
SEGUNDA-FEIRA (16):
Baile dos Coroas com:
Nilson Santos
Leozinho Imperador
Dois Amores
Silva Filho
Foto: Juliano Sarraf
