O governo brasileiro iniciou esta segunda-feira (6) concentrando esforços para conter os impactos do novo pacote de tarifas e possíveis sanções comerciais anunciado pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores encaminhou uma carta ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), classificando como “arbitrária” a investigação que embasa as medidas e contestando os argumentos apresentados por Washington. (SBT News)

Além da manifestação diplomática, representantes brasileiros viajaram a Washington para intensificar as negociações e tentar evitar prejuízos a setores estratégicos da economia, especialmente o agronegócio e a indústria. O governo sustenta que a adoção de tarifas adicionais prejudicaria não apenas as exportações brasileiras, mas também empresas e consumidores norte-americanos, que dependem de produtos e insumos importados do Brasil. (Agência Brasil)

A ofensiva diplomática busca preservar a relação comercial entre os dois países e impedir a adoção de novas barreiras que possam comprometer investimentos, empregos e a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional. As negociações seguem em andamento enquanto o governo acompanha os desdobramentos da proposta apresentada pelo USTR. (Agência Brasil)

A investigação citada trata da acusação dos EUA de que alguns países, incluindo o Brasil, não estariam combatendo adequadamente o trabalho forçado em cadeias produtivas. Com base nisso, o governo Trump avalia aplicar tarifas de até 12,5% sobre produtos desses países. (Rádio Itatiaia)

O Brasil contesta a investigação e a classifica como “arbitrária”, argumentando que a medida pode atingir setores exportadores importantes, especialmente do agronegócio e da indústria.

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