A Venezuela vive uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. Equipes de resgate seguem trabalhando ininterruptamente nesta quinta-feira (26) na busca por sobreviventes após dois fortes terremotos atingirem a região centro-norte do país na noite de quarta-feira (24), provocando o colapso de edifícios, interrupções de serviços essenciais e um cenário de destruição em diversas cidades.

Segundo as informações mais recentes divulgadas pelas autoridades venezuelanas, o número de mortos chegou a 235, enquanto mais de 1.500 pessoas ficaram feridas. Centenas de moradores continuam desaparecidos, e a expectativa é de que o balanço de vítimas aumente à medida que as operações avancem sob os escombros. (Folha de S.Paulo)

Os dois abalos sísmicos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo considerados os terremotos mais intensos registrados no país em mais de um século. O epicentro foi localizado próximo à cidade de Morón, no estado de Carabobo, mas os tremores foram sentidos em grande parte do território venezuelano, especialmente em Caracas e no estado costeiro de La Guaira. (The Guardian)

Prédios desabaram e infraestrutura foi gravemente afetada

Em Caracas, diversos edifícios residenciais e comerciais ruíram parcial ou totalmente. Bairros como Baruta, Chacao, Altamira e Los Palos Grandes registraram alguns dos maiores danos estruturais. O aeroporto internacional Simón Bolívar chegou a suspender suas operações, enquanto o sistema de metrô interrompeu o funcionamento para inspeções de segurança. Também foram registrados apagões e falhas nas redes de telefonia e internet. (The Guardian)

A situação mais crítica é observada em La Guaira, onde milhares de famílias foram afetadas. Equipes de emergência utilizam máquinas pesadas, cães farejadores e até drones para localizar possíveis sobreviventes entre os escombros. Em muitos locais, moradores se uniram aos bombeiros e voluntários nas buscas, removendo destroços manualmente. (Reuters)

Estado de emergência e ajuda internacional

O governo venezuelano decretou estado de emergência, mobilizando militares, bombeiros, defesa civil e equipes médicas para atender as áreas mais atingidas. Diversos países e organismos internacionais ofereceram apoio humanitário, incluindo envio de equipes especializadas em resgate, medicamentos, hospitais de campanha e equipamentos de comunicação.

A Organização das Nações Unidas (ONU), países latino-americanos, europeus e os Estados Unidos anunciaram assistência emergencial. O Vaticano também confirmou uma ajuda inicial de 100 mil euros destinada às vítimas do desastre. (The Guardian)

Réplicas mantêm população em alerta

As autoridades alertam que dezenas de réplicas já foram registradas desde os primeiros tremores, aumentando o risco de novos desabamentos. Milhares de pessoas permanecem em abrigos improvisados ou passaram a noite em praças e ruas por medo de retornar às suas residências.

Especialistas afirmam que a recuperação poderá levar meses, diante da extensão dos danos à infraestrutura urbana e da necessidade de reconstrução de milhares de moradias. (The Guardian)

Situação atual (última atualização)

IndicadorSituação
Magnitudes dos terremotos7,2 e 7,5
Mortos confirmados235
FeridosMais de 1.500
DesaparecidosCentenas de pessoas
Réplicas registradasDezenas
SituaçãoEstado de emergência e resgates em andamento

Os números permanecem provisórios e podem ser atualizados pelas autoridades venezuelanas conforme o avanço das operações de busca e salvamento. (Folha de S.Paulo)

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